A Seleção - Kiera Cass

07:00

Nunca subestime um livro só porque ele é direcionado ao público juvenil, viu? Porque surpresas podem surgir durante a leitura e você acabar se apaixonando pela história, pelos personagens e virando uma maníaca.

Digo isso, porque foi o que aconteceu comigo e o livro  A Seleção, da Kiera Cass, já famosa entre os usuários do Twitter e fãs de autores independentes.


Esse livro tinha tudo pra ser uma história super manjada e melosa, mas ele surpreende bastante o leitor a cada capítulo, porque te influência a criar sua própria concepção sobre o tempo em que as coisas acontecem.

Iléa é uma representação futurista do que séria os Estados Unidos no futuro. No romance, o país foi dominado pela China e se transformou no Estado Americano da China, depois, "graças"a Gregory Iléa, se libertou e virou o que os personagens conhecem como um país, com sistema monárquico dividido em castas. Só que essa divisão social, é um tanto injusta com a população, principalmente, com os de castas mais baixas, como os sete e oito, que passam por privação alimentar, inclusive.

Todos os anos são escolhidas 35 garotas de castas variadas para participar do processo de seleção da nova princesa do país. Para muitas, essa é uma grande oportunidade de melhorar de vida e proporcionar situação mais digna pra seus familiares e claro, assumir o papel mais importante na sociedade: ser um dia a rainha de Iléa.


No entanto, enquanto todas as moças do reino esperam ansiosas pela "Seleção", América Singer, uma jovem da casta 5, praticamente abobina a ideia de participar do processo. Tudo porque ela está envolvida secretamente com Aspen, um rapaz da casta sete. América, acredita profundamente no futuro da relação deles, porém, Aspen, diante das dificuldades financeiras enfrentadas por ele e sua família, pede para que ela se inscreva na "Seleção" e se selecionada, participe, pois, só assim ela poderá ter um futuro melhor do que o que teria a seu lado.

Todo esse mimimi entre os dois, deixa os primeiros capítulos um pouco chatinhos, porque é bem água com açúcar e meio previsível. Porém, quando a menina resolve tomar tenência na vida e vai pro palácio, viver as experiências proporcionadas pela realeza, tanto a história, quanto a personalidade dela, se expande e envolve completamente o leitor.


América vai conhecer o príncipe Maxon e se surpreender bastante com a personalidade dele e com as coisas que irá descobrir sobre o país e o resultado da amizade que vai nascer entre os dois, é bem fofa, polêmica e vai desagradar a muito gente, mas proporcionará uma oportunidade de ouro pras pessoas que são das castas mais baixas.

Claro, que Maxon vai se apaixonar por ela, se declarar e ela ficar balançada. Afinal, América é a mocinha e detém as qualidades mais incríveis do mundo, mas, como ela ainda sente algo por Aspen, a relação entre ela e Maxon vai passar por momentos bem complicados e a gente fica com muita raiva dele e da América, por não assumirem as rédeas das coisas e ver no que dá.


A Seleção, se faz uma história emocionante, não só pelas histórias que América vive com os dois meninos, mas também, porque faz com que a gente se pergunte sobre questões politicas e sociais atuais, que são ignoradas facilmente no dia a dia.

Além do bom romance, ainda temos alguns momentos de ação e a ansiedade vai ao topo, com os ataques rebeldes que o palácio sofre ao longo do livro e com a evolução da leitura, a ansiedade e tensão só aumenta, porque de maneira leve, mas brilhante, Kiera te prende aos personagens e te vicia totalmente a saga.


Beijos,

Laly Oliveira

Post Relacionados

0 comentários